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CARAVELA DON FERNANDO E GLÓRIA II

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Category :  History

Personal theme: Motivos Históricos

Submitted: 2 years 2 months ago

Date: Jul 5, 2015, 7:28:44 AM

File_size: 512.8 KB

Image_size: 630 KB

Resolution: 1024x630

Exif

Make: Canon

Model: EOS 6D

Shutter Speed: 1/100

Aperture: F/6.3

Focal Length: 16 mm

ISO Speed: 2500

Date Taken: Sep 12, 2014, 10:31:28 AM

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Comments: 6  ●   Replies: 4
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Unique Views: 1572

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CARAVELA DOM FERNANDO E GLÓRIA II
A D. Fernando foi o último navio de guerra inteiramente à vela da Marinha Portuguesa. Foi construída em Damão, na Índia Portuguesa, sob a supervisão do engenheiro construtor naval Gil José da Conceição, por uma equipa de operários indianos e portugueses, liderados pelo mouro Yadó Semogi. Na sua construção foi usada madeira de teca de Nagar-Aveli. Depois do lançamento ao mar, em 22 de outubro de 1843, o navio foi rebocado para Goa onde foi aparelhado.

O navio foi baptizado em homenagem ao Casal Real Português, o rei-consorte D. Fernando II e a Rainha D. Maria II, cujo nome próprio era Maria da Glória. O "Glória" do seu nome também se referia à sua santa protetora, Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os Goeses.

O navio estava armado com 50 bocas de fogo, com 28 na bateria e 22 no convés.

A sua viagem inaugural, de Goa a Lisboa, decorreu entre 2 de fevereiro e 4 de julho de 1845.

A D. Fernando navegou durante 33 anos, percorrendo cerca de 100 000 milhas, correspondentes a, quase, cinco voltas ao mundo. Foi empregue no transporte de tropas, colonos e degredados para Angola, Índia e Moçambique. Participou em operações navais de guerra no Ultramar Português. Apoiou a expedição de Silva Porto de ligação terrestre entre Benguela em Angola e a costa de Moçambique.

Ricardo Martins wrote at Jul 8, 2015, 9:44:43 AM

Muito bem perspectivada esta excelente imagem!! Parabéns José.

José Flacho replied:

Muito obrigado.

 

Paulo Martins wrote at Jul 8, 2015, 1:30:22 PM

TRABALHO EXCELENTE, PARABÉNS.

José Flacho replied:

Muito obrigado.

 

Violeta Teixeira wrote at Jul 8, 2015, 6:06:43 PM

Fotografia com muito boas, perspectiva, luz e cores.

Parabéns, José! Bjs.

José Flacho replied:

Muito obrigado.

 

Francisco Gordo wrote at Jul 8, 2015, 7:34:03 PM

Mais uma excelente, parabéns.

José Flacho replied:

Muito obrigado.

 

Isabel Soeiro wrote at Jul 10, 2015, 10:58:36 AM



Desculpa Zé , mas tudo o que andei a ler está aqui, isto por voltares a escrever CARAVELA e é uma FRAGATA.


Fragata D. Fernando e Glória II

História

​Em 1821 o Chefe de Esquadra (Almirante), Intendente da Real Marinha de Goa e Inspector dos Arsenais de Goa, Cândido José Mourão Garcez palha, propôs ao Rei D. João VI, por intermédio do Governo Geral, a construção de uma nova Fragata em Damão.
Com a natural morosidade daqueles tempos, justificada pela distância e consequentes dificuldades de comunicações, só três anos depois chegou a Goa a boa nova de que Sua Majestade havia aprovado a construção de uma Fragata de Força, o que deveria ser feito em Damão.
O financiamento da sua construção far-se-ia desde logo com os rendimentos do tabaco e alguns subsídios do Governo de Macau.

Os estaleiros de Damão foram os escolhidos pelo facto da mão-de-obra ali ser mais barata e porque no enclave que lhe ficava próximo (Nagar-Aveli), haver uma imensa floresta de árvores de Teca, madeira excepcional para a construção de navios.

Inicia-se assim em 1824 a compra de madeiras e são recebidos em Damão, provenientes de Lisboa, os desenhos e instruções para a construção da Fragata.
Por desinteligências surgidas entre o Governador-Geral e o Governador de Damão, os trabalhos de construção são suspensos durante alguns anos e só em Maio de 1832 são novamente retomados, embora com um ritmo muito lento.
Só em 1840 se procede em ritmo acelerado aos trabalhos da construção da “Fragata Nova de Damão”, como então era conhecida.

A construção do navio esteve a cargo do Mestre, 1º Construtor Jadó Simagi e do Guarda Marinha Construtor Naval, Gil José da Conceição.


O lançamento à água foi feito numa carreira especialmente construída para o efeito, em 22 de Outubro de 1843.
Comandada pelo Capitão-de-fragata Torcato José Marques, a Fragata veio em guindolas (mastros improvisados) para Goa e neste porto recebeu os mastros, aguardando-se que o massame (conjunto de cabos fixos e de laborar usados no aparelho do navio) e as velas viessem de Lisboa.


Ainda com alguns trabalhos no interior por realizar, a Fragata, com 273 pessoas a bordo, largou de Goa a 2 de Fevereiro de 1845 e, após uma viagem de 5 meses sem incidentes, chegou ao Tejo em 4 de Julho.


Excelente fotografia, bjs Zé

 

Francisco Gordo wrote at Jul 10, 2015, 9:49:09 PM

Excelente fotografia e agora muito bem documentada.

 

 

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